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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A cegueira



Ah essa cegueira!
Cegueira que lhe custa à vida.
Que lhe faz chorar,
Principalmente nas madrugadas,
Às escondidas.
Ah essa cegueira!
Cegueira que lhe furta os sonhos.
Que deixa-o frustrado,
Abatido, tristonho.
Para onde vai esse ônibus, motorista?
Olha para a carta que nunca leu.
Equilibra-se em corda bamba,
Em seu mundo é um artista.
Mas lamenta as chances que perdeu.
Só sei que nada sei,
Perdeu porque não viu,
Não viu porque não leu,
Não leu porque não escreveu.
Ah pobre diabo!
Somente fala em seu dialeto,
Vive exilado neste deserto,
Sem saber se esta longe ou perto,
Na cegueira de ser analfabeto...


Marcos França

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Apenas uma vida



No café água doce,
Esquentado sobre a lenha.
Um sofrimento precoce,
Que o futuro desenha.


Adeus mãe, adeus pai,
Muito cedo o deixaram.
Saudades que o tempo atrai,
Momentos que o amaram.


Partiram sem avisar,
Nem dele se despediram.
E muito fizeram calar,
Aquele sorriso menino.


Criado foi pelo mundo,
Roubou em nome d fome.
Apanhou como vagabundo,
Formou-se em ser homem.


Um dia chegou o amor,
E assim como veio se foi.
Era a mais linda flor,
Mas o destino separou os dois.


Novamente ardeu-lhe o peito,
E a vida lhe pôs a sofrer.
O que de errado teria feito?
Pensou! Talvez fosse nascer.


Beijou o sol na manhã,
E a lua quando anoiteceu.
Sentiu sua vida vã,
Fruto que já morreu.


Conformado com seu destino,
Sentiu que este é sofrer.
Ironia de um desatino,
Segue vivendo por viver.


Marcos França
Imagem ( Quadro pintado por mestre Maldonado)

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