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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Ao apagar das Luzes (Adeus)




Ao apagar das luzes 
A festa acabou 
O riso chorou 
Calou-se um coração 
Que descerá ao silencio

O crisântemo enfeitará
O preto básico dessa festa... 

Ao apagar das luzes 
O folego cessou 
A dor acabou 
O sol anoiteceu 
E o gelo predominou 

Ao apagar das luzes 
Esse mundo é ignorado 
E o destino da alma é selado...

Marcos França
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Ciclo da Vida

                                   


                                            Límpidas gotas de água 
Solidariamente pranteadas pelas nuvens 
Abraçadas na cumplicidade do cume 
Depositada em seu coração. 



Em forma afetiva de um aquífero 
Que faz correr pelas veias do freático 
Ou suar pelos poros terrestres 
Na forma de nascente. 


Um fio de água desce a encosta 
Para alegria da fauna e da flora... 


Já na planície cercada de barrancos 
Caudaloso e cheio de encantos 
O majestoso rio exibe seu manto. 

No caminho para amar o mar
Com quem findará sua vida... 


Mas eis que essa se renova 
Na molécula que se evapora. 
E em forma de véu sobe ao céu 

Para juntar-se a nuvem 
Que volta ao cume e chora...


Marcos França

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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Um pedido de perdão


                                

Faz-me falta o seu amor, 

Seus beijos molhados, sem medo do pecado, 

Com a malicia derramada em seus olhos da cor do céu, 

Sinto um vazio corroendo-me as entranhas, 

Onde no caminhar das horas, 

Ele vai consumindo meu coração, 

Que agora abandonado, já bate descompassado, 

Sem ritmo, chorando sem saber a razão. 

O adeus doeu... 

Com a desilusão me afoguei em prantos, 

Senti-me jogado pelos cantos, 

Ouvindo apenas o vento lá fora, 

Assoviar a marcha fúnebre. 

Mas como esse pecado não assumimos, 

Onde estais agora, além do meu coração? 

Onde deixas os teus beijos molhado? 

Porque ainda olho com esperança, 

Na mesma direção dos nossos sonhos! 

Escute a voz do amor, beije-me para aliviar minha dor, 

Minha rosa de pétalas cafuza. 

Não apague minha alma do livro da sua vida, 

Renegue o pensamento da despedida, 

E deleite seu perdão a esse nobre bastardo apaixonado, 

Que foi inocente e incapaz de demonstrar seu amor, 

Que por entre os dedos deixou escapar, 

A formosa rosa, rainha morena do seu jardim. 

Faz me falta o seu amor, 

Faço um pedido de perdão para esse amor que julga enfermo, 

Pois não merecemos esse inferno, 

Na união de nossos corpos existirá a cura, 

Que matará a insanidade de dor, 

Que fará brilhar o sol no inverno, 

E até o céu em seu belo infinito eterno, 

Invejará dos teus olhos a cor. 

Onde oras errei apagaremos! 

E vamos renascer das cinzas, 

Amar na brisa, deixar explodir o que sentimos, 

Esquecer que às vezes já mentimos, 

Mesmo que seja para o bem maior. 

O menino que ontem fui, 

Trás a experiência que hoje flui, 

Em meu olhar esperançoso, 

Rosa que em meu peito se abriu, 

Néctar mestiço que de mim partiu, 

No bico de um colibri. 

Não existirá a certeza do meu erro, 

Nessa lagrimas do perdão a mim negado, 

Mas... No deslize que fui flagrado, 

Nesta maldita atrevida vida mundana, 

Apesar de amar só quem merecia, 

Hoje só a solidão é que me acompanha. 

Boa noite rainha, rosa morena do meu jardim. 

Um abraço ainda que na esperança,

Fico com os beijos na lembrança, 

E esperando você... Vou cuidar de mim.


Marcos França

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domingo, 12 de agosto de 2012

Hoje eu quero


                                  

Hoje eu quero em seu forte abraço, 
Ficar perfumado pelo seu perfume, 
Olhar em seus olhos, 
Aliviar seu cansaço e entregar-me...
Entregar-me como era de costume. 
Hoje eu quero a morada das flores, 
Correr entre as pétalas, misturar suas cores,
Provar o sabor do mel, pintar de azul o céu, 
Apagar todas as suas dores. 
Hoje eu quero expulsar o vazio, 
Sentir o calor penetrar o frio, 
Olhar seu sorriso de satisfação, 
Tocar seus lábios com os meus, 
E fazer disparar seu coração. 
Ah hoje eu quero o mais nobre vinho, 
Para brindar meu lindo momento, 
Expor para você meu sentimento, 
Que a força do vento tirou do caminho. 
Por favor, hoje eu preciso sorrir para o palhaço,
Fazer o fogo derreter o aço, 
Fazer juras de amor aos seus ouvidos, 
Dizer versos atrevidos, 
E cuidadosamente atirar-me em seus braços. 
Hoje eu quero sua voz em minha alma, 
Sentir o toque que me acalma, 
Contemplar a beleza do brilho em seu olhar, 
E o fechar dos seus olhos para viajar. 
Hoje, hoje eu quero que a noite seja minha, 
Brincar de rei e rainha, 
Ser a majestade do amor. 
Hoje quero deixar sair o extinto animal, 
Valorizar a vontade sentimental, 
Que a vida sempre me privou. 
Hoje eu quero ceder a minha sede, 
E extravasar o meu amor, 
Absolver a solidão e conceder-lhe o perdão, 
Em nome do meu viver.

Marcos França
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Implorando pela felicidade






Seu cheiro já me falta a narina e o culpado sou eu,

Mas onde agora moram os seus beijos,

Seus sussurros que incomodaram o silêncio, 

E relaxaram a minh'alma? Que prazerosa...

Buscava o mel de seus lábios e a ardência de seu hálito, 

Nos encontros frenéticos de nossas bocas.

Ah minha amada!

O Osculo daquela volúpia amorosa era santo,

E ofegante sentíamos a imprudência do desejo,

Buscar o prazer da nossa felicidade.

Minha alma está chorando... 

Agora são meus soluços que incomodam o silencio,

O meu olhar está naufragado, as lagrimas me venceram,

Sei que em muito escorreram,

E até molharam a raiz da esperança,

Que quando deixei de ser criança, fiz o seu sepultamento.

Na beira do meu caminho cresceram flores,

Teve vindas e idas de amores,

Causando alguns momentos felizes.

Hoje gravado no porão da minha memória,

Fazendo parte da linda história,

Volto a ser um adolescente, buscando em minha mente,

A lembrança do sabor do beijo e a refrescância do hálito,

Que um dia me beijou...

Sufoco o rancor das magoas do destino,

Em uma avermelhada taça de vinho,

Revivo só os belos momentos,

Deixo sobressair meus sentimentos,

E ofereço um brinde a minha sombra,

Que finjo ser a dona, desse coração a deriva.

O tinto que as vezes embriaga,

Encoraja o choro da magoas,

Mas as lembranças não consegue sepultar.

Caso o destino, seda aos meus lamentos,

Não que apenas veja, mas que sinta os meus sofrimentos, 

Que ouse mudar as rédeas do tempo,

Para eu viver intensamente todos os momentos.

Mostrar que o amor que esse choro consome,

Levará essa mulher a pura felicidade,

Pelo jovem, que cresceu para ser seu homem. 


Marcos França

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