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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A janela de minh'alma


            
             A janela de minh'alma é verde
             Mas ora pode ser azul
             Em certos momentos
             Chega a ser cinza
             Inunda quando se emociona
             E fecha-se para viajar. 

            
             A janela de minh'alma se alimenta
             Dos movimentos ao seu redor,
             Observa o brilho da janela a frente,
             E deixa as meninas curiosas
             Em um mundo de ilusão!
             Que se cerram para beijar. 


              A janela de minh'alma brilha
              Ao desabrochar do amor.
              Transmite a compaixão,
              No momento da dor.
              Tranca-se ao seu descanso,
              E nos encontros com o criador.

               A janela de minh'alma festeja,
               O momento de união,
               De Louvor e adoração.
               Em direção aos montes,
               São o espelho do mundo
               Na luz da meditação e oração.

               A janela de minh'alma sabe,
               Que é a porta aberta,
               De um coração renovado.
               De um templo edificado,
               No amor, na justiça,
               E nas lagrimas do perdão.

               Marcos França
               Imagem Web

domingo, 30 de outubro de 2011

Toque-me agora



Certas palavras me impõem pavor
E me vejo em uma escuridão assustadora
O toque n’alma acalenta
Meu ser necessitado e desejoso.
Que surrado pelas desilusões,
Implora um meigo afeto.
Beije-me ao sol escaldante,
E que nossos suores se misturem e tornem um só
Beije-me a brisa da manhã,
Ao romper da aurora,
Supla a necessidade que essa alma muito anseia.
Deixe-me soprar em seus ouvidos
Acariciar seus cabelos
Deixe-me olhar pelas janelas de sua alma,
Enquanto minha respiração aumenta
Toque-me o rosto, e sinta minha tez
Marcada  pelos prantos derramados
Vamos toque-me agora!
Sinta uma renovação da esperança
Vamos unir nossos lábios,
Até deixar faltar o ar a nossa volta.
Vamos entrelaçar nossos dedos,
No pacto de uma união eterna.
Deixe sentir seu perfume,
Venha dançar comigo,
Na rua, na chuva, ou em meio à multidão
Sinta que preciso ser amada
Vamos ver as estrelas,
E quando a cadente passar faremos um pedido
Vamos conversar muito
De tudo todos os tipos de assunto
Vamos caminhar na praia
Deixar as ondas lamberem nossas pernas
Vamos andar pelos jardins das flores,
Colher a pétala mais linda e brincar de bem-me-quer
Vamos, toque-me agora!
Porque preciso ao seu lado,
Me sentir mulher.

Mônica França. 
Imagem Web.

sábado, 22 de outubro de 2011

Mentira sinceras...




Essa noite eu verei a lua.
Quem sabe até o amanhecer.
Não dormirei sequer um segundo,
Isolado nesse mundo,
Que frustraram o meu ser.
Onde está a felicidade humana?
Cadê o brilho em meu olhar?
A neve que cobre a floresta,
Derrete fazendo a festa,
Matando quem tem que matar.
Sonhar, apenas sonhar!
Nem que seja até acordado.
Minha cota de sofrimento,
Não deve ser um eterno lamento,
Nesta fortaleza de solidão.
Como sem dor não há recompensa,
Estou queimando a esperança,
Sozinho na cidade do prazer.
Sinto o aroma da liberdade,
Afogado nesta maldita castidade,
Que me custou sangue, suor e lagrimas,
Com a perversa paixão do anjo mal,
Já que o preço do amor e muito alto.
Agora bela rainha da beleza.
Com aroma da liberdade aflorada,
Na medida em que seu corpo se libera,
Das vestes que sempre o tivera.
Revele ao mundo dos imundos,
A infância de mentiras sinceras. 

Marcos França  

Imagem da Web

Volta pra mim...



A semente já foi plantada
Agora só há duas possibilidades
Segredos sempre me assombram
Não parta o meu coração
Ouço as badaladas dos sinos
Dobradas pelas mãos de um menino
Às vezes fui um irônico ateu
Fingia nunca acreditar em Deus
Mas fiquei aliviado
Ao atravessar o deserto
O percebi ali bem perto
Mas caso eu desapareça
Peço que não me esqueça
Apesar de parecer ser o fim
Que a vontade de Deus prevaleça
E mesmo que seja no final dos tempos
Pedirei a ele você de volta pra mim


Marcos França
Imagem da Web

domingo, 4 de setembro de 2011

Um dia cinza




No meu silencio me chame
No amanhã cinza faça me ver
Como o céu ainda é azul.

Nos dias sem amanhã faça me crer
Apenas crer...
E desejar continuar vivendo.

Os dias tristes virão
Na idade da pedra que voltará
Com enormes muros a minha volta

Puxe-me pelas mãos
Antes que a prisão do meu ser
Consuma-me por inteiro.

Não me abandones
Não corra de mim, não me deixe aqui assim
Sozinho na vida sem destino.

No meu silencio, me de um beijo
Um beijo de boa sorte
E me leve consigo

Depois vamos cantar e dançar
Na chuva que nos lava a alma
E sussurrar a palavra que acalma

Coloque-me ao abrigo da tempestade
Fique comigo nas dificuldades
Por favor, me abrace me abrace

Mostre-me a janela do paraíso
Para que eu veja sua beleza
Mesmo que eu não possa participar

Ainda tenho a lembrança do amor
Que como as nuvens
Foi-se com os ventos

Toque-me agora, por favor,
Porque é forte um dia cinza
Ainda não posso sorrir.

Poesia: Marcos França
Imagem: Web

sábado, 13 de agosto de 2011

Minha Partida



Não, eu já não quero envelhecer
Vejo os exemplos a minha volta
Será bom para todos se eu morrer
Tem hora que ninguém suporta

Não, eu já não quero envelhecer
Darei trabalho aos descendentes
Tirarei de suas vidas o prazer
Para cuidar de um ser impotente.

Não, eu já não quero envelhecer
A vida já não tem muito a me mostrar
Prefiro partir para não saber
O momento que a paciência acabar

Não, eu já não quero envelhecer
Precisarão de muita calma
Que na morte eu tenha prazer
E Deus misericórdia de minh’alma...

Marcos França
Imagem Web

Um amor perdido no tempo



Em minhas mãos calejadas
Mostro o trabalho da vida
Em meu rosto castigado
Pelo tempo maltratado
Mostro a alma sofrida

A dor da perda é irreparável
Um amor pelo caminho deixado
Mas segui a trilha do espinho
Onde às vezes andei sozinho
Para não estar mal acompanhado.

Minhas palavras hoje são francas
Mas aprendi a falar o que sentia
Fui orientado pelo mundo
Muitas vezes fui ao fundo
E repentinamente eu emergia.

Buscava forças nas entranhas
Era alimentado pela minha crença
Amado e odiado sem merecer
Em meus atos eu buscava vencer
Sabia que isso faria a diferença.

Hoje que me vê nem imagina
Infância e adolescência de dor
Dor que eu ainda carrego no peito
Dor que me deu o direito
De não viver um grande amor...

Marcos França
Imagem Web

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Na vida tudo depende



Oh semente do fruto da discórdia.
A vida tem muitas controvérsias,
Onde tudo é relativo.
Depende!
Não, não roube a minha vingança,
Não deturpe a esperança,
Que esse veneno me faz mover-se.
A dose é que diferencia,
Interprete o livro das profecias,
E seja bem vinda a sua dependência.
Tenho sede de sabedoria,
Desejo esbanjar a minha alegria,
Mas sinto que não posso.
Furtam-me o sorriso,
Jogam-me ao abismo,
E podam minhas idéias.
Depende!
Depende novamente, do que agora?
O Homem nasceu para pensar!
Mas até para pensar depende.
Revela o beijo só o amor, meu senhor?
Só sabe quem foi beijado pelo traidor.
Morrer é descer ao silencio,
É ceifar a liberdade de ir e vir.
Mas depende!
Sim depende, aliás, na vida tudo depende,
Simplesmente depende...

Marcos França
Imagem - Web

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Complemento da vida



Para a noite temos as estrelas e o luar,
Escondido pelo dia na claridade solar.
Importantes árvores para a floresta,
Assim como as ondas para o mar.
Na madrugada um belo sereno,
Onde explode o namoro com a paixão,
Seguido pelo amor, outro sentimento,
Encontrado até no vento, em lentos movimentos.
Busca o rio as entranha da mata,
Com a volúpia que a idade venera o tempo,
Encontrada na verdade do conhecimento.
Já que a vitória só vem com a conquista,
Cada preço sempre tem o seu valor,
Buscado no esforço o seu objetivo,
Onde o complemento da vida é o amor,
Que a distancia já deixa saudade.
Voam os pássaros suas liberdades,
Passeando sob as nuvens do eterno céu,
Voam reverenciando ao criador
Nas manhãs rasgando a brisa,
Como se fosse o mais fino véu.

Marcos França
Imagem - Antônio Maldonado

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Ainda que...



Fúria que é insaciável aos olhos e pensamento
Que faz arder ao terceiro grau de um fogo sedento
Pela voz que clama ao furor indagado
Onde ainda sou um simples réu aprisionado

Sinto que vai explodir no futuro
Imagens de um passado inseguro
Talvez reflexo da paixão mal resolvida
Que ainda não cicatrizou as feridas.

Talvez eu ainda não tivesse errado
Quando me apanhou o devorador de pecados
E me fez voltar ao presente, ainda que descontente
Fiz uma jura eterna, na infidelidade permanente.

Até o mar por onde andei um grande tempo
Onde ainda ouvia os gemidos dos ventos
Hoje apenas carrega as lágrimas da prisão
Do expectador de um ardiloso mundo de sedução

Que me atire à primeira pedra, hipócrita sem destino
Que me mande ao inferno, por ter nascido menino
Mas ainda que eu seja condenado em seus pecados
Mulher serei eu seu eterno apaixonado. 

Marcos França

domingo, 19 de junho de 2011

Um pobre nobre vira lata



A noite está chuvosa,
Poças formam-se nos logradouros.
Um vira lata desvairado, delirante,
Morde os pingos que caem,
Enquanto olha para o alto e
Contempla toda a beleza da lua.
Molhado, faminto e mal cheiroso,
Fixa o olhar e a imagina uma rainha nua,
Mas como súdito de um mundo real,
Revira lixo e rola na lama.
Dos restos encontrados no monturo,
Faz um delicioso banquete,
E sob a marquise monta sua cama.
Na sua angustia verte uma lembrança,
Do mundo que sonhava quando criança, 
Onde todos os corações eram iguais,
Viam no mundo toda a esperança.
Ser um vira lata humano,
Filho bastardo desta sociedade,
Leva-o a rezar pela fartura,
Dos privilegiados nesta desigualdade.
Pois deste sobrarão às migalhas,
Que virão a estes lixos para sua sorte,
Abençoadas sobras rejeitadas,
Que retardará a sua morte...


Marcos França

Imagem da Web

Faces do amor



O maior dos sentimentos,
Sempre está sempre evidência.
Quando se fez humano,
Mostrou sua essência.
Mas quando se fez homem,
Fugiu sua inocência.
Sem explicação se fez passional,
Perdeu sua crença.
Também já se mostrou adultero,
Faltou-lhe inteligência.
No espelho foi narcisista,
Agiu com deficiência.
Um dia o amor virou sexo,
Nisto vimos sua falência.
Mas quando mostrou ser fiel,
Transpôs sua paciência.
Quando o amor fez sua jura,
Expôs sua impotência.
No momento em que se fez ágape,
Vimos Deus em sua presença.
Mas ousou matar em seu nome,
Cometeu a maior imprudência.
Humildemente pediu perdão,
Exaltou sua sapiência.
Sendo o mais precioso sentimento,
Entendemos sua existência.

Marcos França 

Imagem Web

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Saber Escolher



Ninguém é o que tem que ser,
Você é o que escolheu.
Há punição para inocentes,
Mesmo que às vezes fique doente,
É preciso suportar o erro.
Porque as lagrimas formam,
Um lago que pode gerar vidas,
E nem todo herói usa mascara,
Seria uma grande ilusão.
Mas um cavalheiro jamais,
Discute suas enfermidades,
Mas preocupa-se
Com a mascara da morte.
É especial a mulher 
Porque nos trás a vida,
Mas cuidado!
Ela também pode nos tirar.
A emoção é inimiga 
Da verdadeira justiça.
Neste caso apenas caminho
Mesmo sozinho sem destino...


Marcos França 

Imagem: Mestre Maldonado

Adeus Minha Juventude



Por minha juventude perdida
Lamento as lagrimas derramada
Irando-me contra a lacuna amorosa
Pelas flores da primavera
Nas manhãs de setembro
Onde o vento transporta o perfume
A cada momento, a todo tempo
O que digeriu o meu amor?
O que fiz para ter tamanha dor?
Já posso sentir meus delírios
As vertigens corrompem minhas artérias
Minhas luzes foram apagadas
Minhas ruas interditadas
Meu grito de socorro ninguém ouviu
Quando chorei nas madrugadas, 
Ao contrário, o mundo apenas sorriu
Tomado pela irá, movido pela revolta
Meus pêsames aos desejos da minha esperança
E na formatura da minha vida
Já dancei a valsa fúnebre
Sou um humano mendigando
O seu direito de ser jovem
Meus olhos refletem no espelho
A escuridão mostrada em minh’alma
Por Deus não estou louco
Mas assim os ciclos da vida se traem
Assim diante dessa impunidade
Eu me calo, mas lamento eternamente
A juventude que me foi tirada
De uma forma ardilosa, sorrateiramente


Marcos França
Imagem Quadro de pintura Diná
 

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