domingo, 19 de junho de 2011
Faces do amor
O maior dos sentimentos,
Sempre está sempre evidência.
Quando se fez humano,
Mostrou sua essência.
Mas quando se fez homem,
Fugiu sua inocência.
Sem explicação se fez passional,
Perdeu sua crença.
Também já se mostrou adultero,
Faltou-lhe inteligência.
No espelho foi narcisista,
Agiu com deficiência.
Um dia o amor virou sexo,
Nisto vimos sua falência.
Mas quando mostrou ser fiel,
Transpôs sua paciência.
Quando o amor fez sua jura,
Expôs sua impotência.
No momento em que se fez ágape,
Vimos Deus em sua presença.
Mas ousou matar em seu nome,
Cometeu a maior imprudência.
Humildemente pediu perdão,
Exaltou sua sapiência.
Sendo o mais precioso sentimento,
Entendemos sua existência.
Marcos França
Imagem Web
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Saber Escolher
Ninguém é o que tem que ser,
Você é o que escolheu.
Há punição para inocentes,
Mesmo que às vezes fique doente,
É preciso suportar o erro.
Porque as lagrimas formam,
Um lago que pode gerar vidas,
E nem todo herói usa mascara,
Seria uma grande ilusão.
Mas um cavalheiro jamais,
Discute suas enfermidades,
Mas preocupa-se
Com a mascara da morte.
É especial a mulher
Porque nos trás a vida,
Mas cuidado!
Ela também pode nos tirar.
A emoção é inimiga
Da verdadeira justiça.
Neste caso apenas caminho
Mesmo sozinho sem destino...
Marcos França
Imagem: Mestre Maldonado
Adeus Minha Juventude
Por minha juventude perdida
Lamento as lagrimas derramada
Irando-me contra a lacuna amorosa
Pelas flores da primavera
Nas manhãs de setembro
Onde o vento transporta o perfume
A cada momento, a todo tempo
O que digeriu o meu amor?
O que fiz para ter tamanha dor?
Já posso sentir meus delírios
As vertigens corrompem minhas artérias
Minhas luzes foram apagadas
Minhas ruas interditadas
Meu grito de socorro ninguém ouviu
Quando chorei nas madrugadas,
Ao contrário, o mundo apenas sorriu
Tomado pela irá, movido pela revolta
Meus pêsames aos desejos da minha esperança
E na formatura da minha vida
Já dancei a valsa fúnebre
Sou um humano mendigando
O seu direito de ser jovem
Meus olhos refletem no espelho
A escuridão mostrada em minh’alma
Por Deus não estou louco
Mas assim os ciclos da vida se traem
Assim diante dessa impunidade
Eu me calo, mas lamento eternamente
A juventude que me foi tirada
De uma forma ardilosa, sorrateiramente
Marcos França
Imagem Quadro de pintura Diná
domingo, 5 de junho de 2011
Liderança ao alcance de todos
Sim,
pensar é o destino do homem,
E me
vejo em um mar de decisões.
Procuro
administrar meus pensamentos,
E às
vezes mudar o final da história.
Faxinar
o porão da memória,
E
descobrir como mudar a Vida.
Por
mais um tijolo na sepultura do chefe,
Fazer
tremular a bandeira do líder,
Acreditar
que nem toda alma é pura,
Mas
as mães balançam seus berços.
Sentir
que as flores exalam seu cheiro ao vento,
E
mostram ao mundo seu poder de sedução.
Influenciar
sobre o que se passa ao redor,
E lutar
pelo que acredita,
Inspirando
as pessoas nessa mesma direção.
Mas
não conta o que sabemos,
E
sim quanto o conseguimos transmitir,
Desse
precioso conhecimento.
Segurança
com credibilidade e respeito,
Fortalecer
o carisma e ter atitude,
Com
habilidades desenvolvidas.
Não,
não a mim a somente,
Mas
também não só a ti,
Porem
em uma única voz,
Lutamos
por todos nós.
Bradamos
um grito de batalha,
Derrubamos
altas muralhas,
Porque
as pessoas vêm em primeiro.
Faça
o que eu digo.
Venha
comigo...
Tente
isso!
O
que vocês acham?
Para
liderar é preciso de um dom,
Sim,
o dom da boa vontade.
Mas
a liderança é ciência humana,
Que
envolve diversas variáveis.
Buscar
um único modelo,
É
simplesmente muito limitante...
Marcos França
Imagem da Web
quarta-feira, 1 de junho de 2011
O traidor
Também é traído que trai,
Pesou Roberto consigo.
Esse homem perdeu seu primo,
Alem de um grande amigo.
No lar Antônio era xucro,
Humilhava a doce Amélia.
Mulher linda de sorriso encantador,
Que Antônio, se negava a ver.
Pra ela só palavras de dor,
A mulher sofria sem merecer.
Mas na vida tudo tem limite,
E o inocente pode se vingar!
Antônio era homem bom,
Menos para dona do lar.
Roberto era sempre bem vindo,
Como se casa fosse sua.
Antonio contava estórias,
Garanhão, predador, irresistível,
Aos olhos de muitas damas.
Roberto dividia com o primo,
Suas aventuras libidinosas.
Mas o pecado mora ao lado,
Ele buscou a mais formosa.
A carne é fraca pode afirmar,
Precisa ser amada essa mulher.
Cobiçou-a com olhar,
Malicioso em seus mistérios.
Entregaram-se à fraqueza da carne,
Consagrou-se o adultério.
Por vários anos sentiu-se amada,
Se viu mulher, valorizada.
Desabafava suas angustia,
E sem juízo se entregava,
Ao amor em pecado que tudo podia.
A mulher reprimida e mal tratada,
Liberava no quarto sua ousadia.
Vindo a tona tudo acabou,
Perdeu Roberto seu primo,
E mulher que só ele valorizou.
Antônio Surpreendeu a todos
Pois Amélia, ele perdoou!
Seguem juntos seus destinos
Nada igual como começou.
Hoje faz de tudo para esposa,
Mudou o estilo de vida.
Mas Roberto saiu machucado,
Pois não cicatriza essa ferida.
A traição tem conseqüências,
Que nós pagamos com a vida.
Uma dor que mina a consciência,
Pois perdeu algo de muito valor,
Perdeu seu primo, seu amigo,
E uma mulher que muito amou.
Marcos França
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