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sexta-feira, 22 de junho de 2012

No lamento das almas, meu lamento




Nos lamentos das almas,
Onde o clamor da esperança,
Luta contra o peso da balança,
Invadindo as consciências apavoradas

Onde será minha morada?
Porque agora estou no murmuro da dor,
Pintado com sangue a minha cor,
Que flui de minha artéria arrancada

Sentindo o choro do meu coração,
Onde suas lagrimas deram a rosa a cor do amor.
O vermelho destacado com muita dor,
Marca meu caminho de medo nessa escuridão.

Choro o lindo canto do arrependimento
Com fortes gemidos entre a cruz e espada
Agonizante ainda sigo essa caminhada
Mesmo que seja para um eterno lamento




Marcos França
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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Olhando o fim da escuridão





Na minha fraqueza humana
Sinto a alma conturbada.
Sendo um prisioneiro torturado,
Quando eu parecia saber escolher,
Entre o ar que esta em chamas,
E a armadura impenetrável.
Existe um sonho distante,
E uma ambição fatal,
Onde o caminho é vazio e solitário.
Preciso de tempo!
Porque nada existe sem você,
E minhas mãos estão se abrindo.
Enxugue minhas lagrimas,
Porque eu querendo ou não,
Ao entardecer o globo afunda no horizonte,
E na chuva de sangue me faltará luz.
Nosso tempo junto acabou?
Mas preciso mais da noite,
Por favor..., acalme minha dor!
Aumente nossa vida, dispense o último trem.
Abrace-me, beije-me.
E sinta as batidas de um coração carente.
Qual é o seu medo?
Estou acordado nesta manha gloriosa,
E olhando o fim da escuridão.
Fazendo dessa beleza o prazer,
O simples prazer de viver,
Onde o meu amor é o seu amor.


Marcos França
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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Apesar das dificuldades há vitória





 Em muitas escolhas de nossas vidas
 Não avaliamos nossos caminhos
 Quando vemos estamos neles
 Entre pedras e espinhos
 Chorando a dor e as marcas das feridas.

 As opções nem sempre são claras
 E às vezes nem isso se têm
 Mas a caminhada deve seguir
 E ora não temos por onde fugir
 Então algumas pedras serão arrancadas

 As dificuldades nos ensina a viver
 E reverter muitas situações
 Outras pedras usaremos de abrigo
 E se aparecer algum perigo
 Os espinhos serão cercas para nos proteger

 Nos rumos de pedras e espinhos
 Onde muitas vezes temos que andar
 Onde antes de calejar, nossos pés sangram
 Mas esses com o tempo cicatrizam
 Então abraçamos o destino e seguimos os caminhos

 A vitória vem com a dificuldade
 E os sinais da batalhas tatuados na pele
 Mas o gosto do fel outrora ingerido
 Agora em doce do mel convertido
 Revigora nossa alma, nessa desigualdade.

Marcos França

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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Saudade da Cabrocha



Hoje eu penso em cantar,
Talvez para espantar a solidão.
Vejo nas manhãs o céu se unir a terra,
Em um belo beijo apaixonado,
E minha inveja se torna valente.
Pois minha alma angustiada reclama,
A ausência da cabrocha amada.
O choro quebra o silêncio,
Quando fecho os olhos para sonhar,
E reviver o prazer alem da carne.
Falei aos céus que não sofreria,
Mas menti descaradamente.
Essa libido é ardente aos olhos mortal,
Em seu corpo dourado de sangue azul.
Minha rainha deixou seu súdito!
Que agora padece desse calor incontrolável.
Em minha mente ainda tenho gravado,
O seu andar, com o mais belo gingado.
Em meus ouvidos ainda há os sussurros,
De suas palavras de amor ardil.
Quem ora pudesse se atrever em amá-la?
Vivo sentindo esse aterrorizante tormento,
Que me cega em uma cólera angustiante,
                                        Quero voltar a sorrir!
E ver seu sorriso valorizar sua boca escandalosa,
Deliciosa, sempre avermelhada pelo batom.
Finalizado pelo encontro de nossos lábios,
Para fazermos uma viagem a um mundo só nosso...


                                       Marcos França


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sexta-feira, 16 de março de 2012

A bela cigana


  


   Busquei o beijo da bela cigana
   E esta me estendeu sua mão
   Na linha da vida ninguém se engana
   Entreguei a outro meu coração

   Ora fada, ora bruxa do amor
   Delírio que nem sempre me assola
   Mas no grande universo dessa dor
   Esse afeto já me consola 

   Ébrio pelo néctar dessa flor
   De olhar sedutor e tempestuoso
   Lábios avermelhado e encantador
   De falar sinistro, misterioso

   Não, não domino meus sentimentos
   Também não podes dominar os teus
   Choverá eternamente os meus lamentos
   Por uma linha, onde a vida se perdeu


    Marcos França
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