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sexta-feira, 29 de junho de 2012

A Guerra Interna




Atingiram-me as pedras da guerra,
Com as dores meus gritos foram exalados.
Senti meu sangue derramado,
E perdi a visão do saber.
Agora neste vestígio imundo,
Tendo minhas mentiras reveladas
Onde o prazer da volúpia,
É o clamor das pedras,
Na colina do amanhecer.
Senti o vento da traição,
E soube que o sabor do medo,
É uma maldade narcótica,
Que busca o padecer dos corpos,
Ouvindo os lamentos das almas,
Onde o poder do perdão pode ser tardio.
No flagelo dos meus sentimentos,
Conheci meus segredos,
E o desespero do remorso,
Que atinge minha consciência.
Observei o véu da transparência,
Sufocando-me quando mostrava meus pecados.
A maldade em mim contida, já foi expelida,
E precisa aflorar a paz um dia plantada,
Em um coração machucado pelo seu semelhante.
A ganancia voraz do poder,
Apodreceu lentamente a vertebra da ética,
E me coloquei delator para silvar minha cólera,
Não importando se o traidor foi traído,
Mas a luz da felicidade radiante,
Clareia a sombra feita pelo inimigo,
E lamenta o ódio derramado no perdão,
Que a guerra não concede.

Marcos França
Imagem Web.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

No lamento das almas, meu lamento




Nos lamentos das almas,
Onde o clamor da esperança,
Luta contra o peso da balança,
Invadindo as consciências apavoradas

Onde será minha morada?
Porque agora estou no murmuro da dor,
Pintado com sangue a minha cor,
Que flui de minha artéria arrancada

Sentindo o choro do meu coração,
Onde suas lagrimas deram a rosa a cor do amor.
O vermelho destacado com muita dor,
Marca meu caminho de medo nessa escuridão.

Choro o lindo canto do arrependimento
Com fortes gemidos entre a cruz e espada
Agonizante ainda sigo essa caminhada
Mesmo que seja para um eterno lamento




Marcos França
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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Olhando o fim da escuridão





Na minha fraqueza humana
Sinto a alma conturbada.
Sendo um prisioneiro torturado,
Quando eu parecia saber escolher,
Entre o ar que esta em chamas,
E a armadura impenetrável.
Existe um sonho distante,
E uma ambição fatal,
Onde o caminho é vazio e solitário.
Preciso de tempo!
Porque nada existe sem você,
E minhas mãos estão se abrindo.
Enxugue minhas lagrimas,
Porque eu querendo ou não,
Ao entardecer o globo afunda no horizonte,
E na chuva de sangue me faltará luz.
Nosso tempo junto acabou?
Mas preciso mais da noite,
Por favor..., acalme minha dor!
Aumente nossa vida, dispense o último trem.
Abrace-me, beije-me.
E sinta as batidas de um coração carente.
Qual é o seu medo?
Estou acordado nesta manha gloriosa,
E olhando o fim da escuridão.
Fazendo dessa beleza o prazer,
O simples prazer de viver,
Onde o meu amor é o seu amor.


Marcos França
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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Apesar das dificuldades há vitória





 Em muitas escolhas de nossas vidas
 Não avaliamos nossos caminhos
 Quando vemos estamos neles
 Entre pedras e espinhos
 Chorando a dor e as marcas das feridas.

 As opções nem sempre são claras
 E às vezes nem isso se têm
 Mas a caminhada deve seguir
 E ora não temos por onde fugir
 Então algumas pedras serão arrancadas

 As dificuldades nos ensina a viver
 E reverter muitas situações
 Outras pedras usaremos de abrigo
 E se aparecer algum perigo
 Os espinhos serão cercas para nos proteger

 Nos rumos de pedras e espinhos
 Onde muitas vezes temos que andar
 Onde antes de calejar, nossos pés sangram
 Mas esses com o tempo cicatrizam
 Então abraçamos o destino e seguimos os caminhos

 A vitória vem com a dificuldade
 E os sinais da batalhas tatuados na pele
 Mas o gosto do fel outrora ingerido
 Agora em doce do mel convertido
 Revigora nossa alma, nessa desigualdade.

Marcos França

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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Saudade da Cabrocha



Hoje eu penso em cantar,
Talvez para espantar a solidão.
Vejo nas manhãs o céu se unir a terra,
Em um belo beijo apaixonado,
E minha inveja se torna valente.
Pois minha alma angustiada reclama,
A ausência da cabrocha amada.
O choro quebra o silêncio,
Quando fecho os olhos para sonhar,
E reviver o prazer alem da carne.
Falei aos céus que não sofreria,
Mas menti descaradamente.
Essa libido é ardente aos olhos mortal,
Em seu corpo dourado de sangue azul.
Minha rainha deixou seu súdito!
Que agora padece desse calor incontrolável.
Em minha mente ainda tenho gravado,
O seu andar, com o mais belo gingado.
Em meus ouvidos ainda há os sussurros,
De suas palavras de amor ardil.
Quem ora pudesse se atrever em amá-la?
Vivo sentindo esse aterrorizante tormento,
Que me cega em uma cólera angustiante,
                                        Quero voltar a sorrir!
E ver seu sorriso valorizar sua boca escandalosa,
Deliciosa, sempre avermelhada pelo batom.
Finalizado pelo encontro de nossos lábios,
Para fazermos uma viagem a um mundo só nosso...


                                       Marcos França


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