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quinta-feira, 2 de maio de 2013

A florista e suas flores


As Flores da florista me traem
E às vezes me atraem
Em uma paixão mortal.
De que adianta Chorar
As pétalas já foram arrancadas,
E a Dama da noite na madrugada
Já não exala mais.
Senti a maldade da Rosa
Saciei os desejos da Margarida
Envaideci a Bromélia e a Dália
Com meus cantos sorrateiros
Todas as tardes em seu jardim.
Ainda lembro o perfume de Açucena
A beleza daquela pequena
Era uma beldade sem fim.
Bonina de amor confiante
E Adelfa com sua sedução...
Mas a grandeza da alma era Camélia
Contraposta com a frieza de Hortênsia.
Alteia e Áster eram minhas conselheiras
E no pensamento só o Amor-perfeito.
Mas a sinceridade de Gardênia
Gerou muita dor em Genciana
Como nada é para sempre
Contrariamos a bela Perpétua
E na vida onde quase tudo é passageiro
Amei todas desta lista
Mas não resisti... a beleza da florista
                           
   Marcos de França
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terça-feira, 23 de abril de 2013

Dança minha cigana



Dança cigana que me encanta. 
Dança a dor de quem ama. 
Seja representado na cama
Ou mesmo jogado na lama. 

Dance ao som de cristal
Dance ao esse voraz animal 
Exiba seu gingado sensual 
Que separa o bem e o mal 

Dança cigana a dança da mentira 
Sinta o que você inspira 
Em seu mistério da sátira 
Que esse pobre homem se atira 

Dança cigana a dança do cotejo 
Demonstre  no requebrado o ensejo 
Mostre-se a mulher com gracejo 
Onde alimento o meu desejo. 

Dança cigana mostre seu esplendor 
Dance para mim seja como for 
Mostre seu movimento de mulher, por favor
Dance para mim, a linda dança do amor


Marcos de França
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sábado, 30 de março de 2013

A Distancia


Com medo da solidão 
Na cama para quem ama 
Transformo o amor que se perdeu 
Reluto com a maldição 
Que reprime meu coração 
Choro esse golpe doeu. 
Ah a saudade vem 
Para esse amor além das fronteiras 
Além das oliveiras 
Que me põem a pedir perdão. 
Sou amante calado 
Ou gemendo no ouvido do pecado 
Mas não me permito chorar. 
As noites são muito longas 
Os dias muito escuros 
O mundo é muito injusto 
Em meu desespero ébrio de amor. 
Eu sinto o suspense a minha volta 
Incitado pelo ego da minha revolta 
De insatisfação da libido. 
Quem dera poder toca-la 
Ser passivo em seus desejos 
Sentir o mel de seus lábios 
Em nossos calorosos beijos 
Mas aonde acaba o azul do céu? 
Estais escondidas sob o véu 
Na distancia longínqua desse amor. 
Tudo passa a ser igual 
Céu e mar 
E o Infinito no horizonte para eu chorar...



Marcos de França
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sábado, 2 de março de 2013

Um dia..., na eternidade.



Esta Brilhando a luz
Na eternidade da cidade santa,
Nova Jerusalém,
Iluminada pelo cordeiro
A majestade que é a sua lâmpada

Brilhante como um cristal
É rio da água da vida
Que sai do trono do meu Senhor e do cordeiro
Eu contemplarei a sua face
E herdarei as coisas do meu Deus. 
E nunca mais haverá qualquer maldição
Estarei diante do Senhor da salvação.

Ao verbo que se fez carne na transpiração do amor.
Toda honra e toda glória eis Jesus o vencedor.

Eu vou estar nas bodas do cordeiro
Contemplarei a face do amor.
Herdarei o galardão prometido
Serei por Deus ungido
Um amado adorador.

Vou adorar por toda eternidade
Estarei em seu reino sob sua autoridade
O cavaleiro fiel e verdadeiro
Santo Santo é o cordeiro
Meu Jesus sua majestade...

Marcos de França
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SOLIDÃO




    

                                            Solidão por que se abraças a mim?
                                            Deixai-me viver meu amor
                                            Seu abraço é asfixiador
                                           Que põem minha vida a um fim


                                             Solidão tu não conheces o amor
                                             Não sente o toque da caricia
                                             Nem o desejo na malicia
                                             Que o beijo tem por sabor.

                                             Solidão não percebe que me sufoca
                                             Que corrompe a sensatez do convívio
                                             E que me nega o momento de alivio

                                             Não quero em companhia seu martírio
                                             Seu prazer é egoísta e me desgosta
                                             Eu só preciso do amor a minha volta.


                                           Marcos de França
                                           Imagem Web